segunda-feira, 3 de junho de 2013

MONTANHAS DE MINAS GERAIS




Saindo pelas estradas de Minas, fascino-me com as montanhas. As histórias que circundam a Estrada Real são muitas. Minas são muitas, já dizia Guimarães Rosa. Ouso parafrasear o autor: As montanhas de Minas Gerais são muitas. Tamanhos e formas diversos. Grandes, pequenas, pontiagudas, arredondadas e repletas de cores fabulosas que tecem as linhas do horizonte em degradê.
Elas encontram-se formando um elo harmonioso, entrelaçam-se ao solo em uma teia de histórias. Nas montanhas, desce a água cristalina das cachoeiras, formando os rios que cortam os caminhos de Minas Gerais. Região abundante em ouro, grande riqueza brasileira. Molduras do viajante solitário, caminho que vai de encontro ao seu destino.
Quando miro os cumes elevados, tenho a sensação de levitar, de viajar pelo tempo. Remeto-me ao palco da Inconfidência Mineira, impactante movimento de liberdade e transporto-me para outros cantos do país, fazendo ligações entre acontecimentos passados e futuros. Repenso, passo a limpo e recrio nossa história sem erros e sem acertos.
Retorno ao berço do ciclo do ouro, com novas mensagens e possibilidades de vida, onde a intolerância inexiste, pois o respeito e o amor emergem naturalmente; onde a diversidade é respeitada e cada um dita o seu jeito de ser e viver. A hipocrisia e a politicagem suja e barata não têm vez. A democracia impera, há saúde e educação de qualidade.
 Meu sonho, caro leitor, é mudar toda ideologia amarga do sistema capitalista que nos engole. Peço desculpas por tentar levá-lo ao meu mundo imaginário. Fixo meu olhar nas montanhas, palco de arte, de cultura e berço da civilização. Montes elevados que vão, silenciosamente, de encontro ao céu, simbolizando o divino e o eterno. Rogo para que as montanhas ecoem as minhas preces. Assim seja!

Jacqueline Antunes,
pedagoga e professora.

Texto publicado no Jornal " O Tempo dos Inconfidentes" - 29/05/3013