sábado, 22 de dezembro de 2012

QUE O ANO NOVO VENHA COM ESPERANÇA!



Fim de mais um ano. O que foi feito fica na memória ou é descartado.O que aconteceu na vida pública? Quais as melhorias alcançadas no âmbito da educação, da saúde e da ciência? O que os homens que sentam nas cadeiras dos poderes políticos mundiais realizaram? Quais foram as mediadas e atitudes que eles tomaram para um mundo de paz e igualdade? O importante entrará para a história, pois fatos foram descobertos, alguns se estabeleceram e outros se diluíram.
O planeta está enfraquecido do acreditar. Recorro a uma história dos céus para que a sua mensagem ilumine as pessoas em tempo de Natal, momento em que todos nós estamos mais susceptíveis ao sentimento de compaixão. Deixemos o lado cinzento do não acreditar de lado e busquemos o lado otimista da vida, promovendo atitudes que despontem realizações e mudanças positivas na vida de cada um de nós.
Conta a lenda que no céu existiam várias estrelas, elas desejavam descer à Terra. Deus as chamou e indagou: Por que vocês ainda querem habitar um planeta que está tão desgastado de sentimentos nobres e com os valores tão invertidos?Ele já sabia a resposta, mas ouviu-as listar as necessidades do planeta. As estrelas do amor, do perdão, da caridade, da ética, da moral e da amizade desceram formando pontes de luz para iluminar os homens na Terra. Rodearam bares, escolas, prostíbulos, casas familiares, becos, ruas, avenidas...
 Um dia resolveram voltar. Acreditando que deixaram suas marcas nas pessoas que estavam abertas às mudanças. Deus olhou para cada uma delas e sentiu falta da esperança. Perguntou, fingindo ingenuidade: Qual estrela ficou na Terra? A estrela do amor logo respondeu: Ficou a esperança. Decidimos, em assembleia, que ela é a estrela que a Terra mais precisa.
Um ano finda e outro ano desponta, que a esperança brilhe na razão e na emoção de cada povo num acordo equilibrado com a paz.Que a igualdade e a verdadeira inclusão marquem todos os territórios e que o homem possa, efetivamente, promover a igualdade e viver em união, independentemente de raça, de credo, de sexo, de cor. Feliz Ano Novo a todos nós!

Jacqueline Antunes,
pedagoga e professora.
Texto publicado no Jornal O tempo dos Inconfidentes - 19/12/2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

QUEM SE LEMBRA DO ESPÍRITO NATALINO?




Sábado, entro no transporte coletivo que circula na cidade de Mariana e percebo um movimento fora do normal. Há um tempo, relatei uma série de problemas acerca do transporte coletivo em um texto publicado neste jornal. Será que, neste intervalo de tempo, aconteceram melhorias que beneficiaram os usuários deste serviço. Eu uso o transporte coletivo diariamente e, particularmente, não notei nenhuma mudança positiva. Voltemos ao ônibus lotado de pessoas com eu, cidadãos que têm um salário baixo e uma árdua rotina diária. Ao olhar pela janela, vejo as ruas cheias e os comércios abarrotados.
Em meio a um trânsito infernal, chego ao meu destino e lembro-me que o número incomum de pessoas nas lojas está relacionado com a chegada do Natal. O espírito natalino está mais ligado ao “bom velhinho”, de barbas brancas e roupas escarlates do que ao nascimento de Jesus. Será que o Pai Noel não é o Filho, Pai ou compadre do sistema capitalista que nos faz consumir desenfreadamente?
No momento das compras o sujeito ganha um grande poder ilusório, consumir para saciar desejos infundados dá às pessoas uma sensação de satisfação momentânea. É aí que mora o perigo. Caro leitor, passado o Natal vem as promessas do Ano Novo, as festas, as férias e mais gastos. Carnaval é uma loucura total, ninguém pensa em coisas sérias, só querem saber de folia; mas, inevitavelmente, chega Março.
O Congresso abre suas portas, meio apático, para o trabalho; pois, depois um recesso tão prolongado, é preciso que o povo seja paciente até que os políticos ajeitem suas musculaturas. Finalmente “inicia-se” o ano no Brasil. A realidade vai caindo de paraquedas na cabeça do sujeito endividado, que não consegue mais dormir sossegado. O bom velhinho não retorna e, agora, o seu fiel companheiro são suas dívidas, que estão fervilhando os seus pensamentos. Ele olha para o céu e pede a Jesus que brilhe na sua vida, pois se esqueceu de voltar seus olhos para as luzes no Natal e celebrar o nascimento de Cristo.
O tempo passa, o ano transcorre, chega o final do ano e você acha que as pessoas se lembrarão do sufoco e das dívidas do ano anterior? Posso apostar que muitas esquecerão e repetirão o mesmo processo, que se torna um ciclo vicioso em suas vidas. Parece-me que faz parte da cultura do brasileiro esquecer-se dos dramas vividos, não aprendendo a lição e seguindo sempre o mesmo caminho, iludidos pela falsa satisfação e por acharem que mais vale uma dívida na mão do que o objeto cobiçado voando.

Jacqueline Antunes,
pedagoga e professora.
Texto  publicado no Jornal O Tempo dos Inconfidentes - 12/12/2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A VIDA É FEITA DE ATITUDES


Sou uma usuária do facebook e nessa rede social posto mensagens diariamente para amigos que partilham comigo esse instrumento de comunicação. Um espaço onde as pessoas publicam, curtem e compartilham ideias; entretêm-se, ouvem músicas, brincam e discutem temas diversos.
Eu criei um conceito chamado Blá,Blá,Blá,Blú,Blú,Blú, que se refere a tudo que o sujeito fala e sugere as outras pessoas e na realidade não pratica. Existe uma divergência entre a imagem que é criada no mundo virtual e a realidade; entre o fazer e o dizer existe uma diferença gigantesca. As falas e os atos das pessoas devem estar na mesma direção, pois se forem contraditórios, você estará criando uma mentira, estará mascarando a realidade.
O homem, muitas vezes, usa máscaras como defesa, é uma estratégia que talvez facilite o nosso dia a dia.Quem nunca usou máscaras? Não estou falando das máscaras da Grécia, que os atores utilizavam para interpretar um personagem, tais enfeites eram denominados personas. Em Veneza, a nobreza fazia uso das máscaras para se disfarçar e misturarem-se ao povo durante as festividades.
Não acredito em verdades absolutas e nem em pessoas por demais verdadeiras, pois o que é verdade hoje, pode não ser verdade amanhã ou o que é verdade para você, pode não ser para mim. Cada sujeito tem sua forma singular de ver o mundo.
Chegamos ao último mês do ano, ainda é tempo de pararmos para fazer um balanço, nos voltarmos para dentro de nós mesmos e avaliarmos nossas vidas pessoal, profissional e revermos se realmente cumprimos o nosso papel de cidadãos.O que você fez em 2012? Realizou muitos sonhos, ou ficou esperando que as coisas caíssem do céu?Pensou na coletividade ou enterrou o umbigo na sua individualidade? Procurou fazer as coisas da maneira que prega, seus atos foram condizentes com o que acredita ou apenas ficou no BláBláBláBláBlúBlú?
A vida é feita de fazer, prover, curtir, brincar, sonhar e é nesse movimento que as pessoas criam o cenário da sua história. Não vivemos sozinhos, estamos interligados por redes de convivências, sejam elas no cotidiano da vida real, sejam elas nas redes sociais. Devemos buscar uma relação de respeito em cada atitude, precisamos deixar o Blá,Blá,Blá,Blú,Blú, Blú e vivermos de modo mais coerente e mais equilibrado.

Jacqueline Antunes,
Pedagoga e professora.