
Fim de mais um ano. O que foi feito fica na memória ou é descartado.O que aconteceu na vida pública? Quais as melhorias alcançadas no âmbito da educação, da saúde e da ciência? O que os homens que sentam nas cadeiras dos poderes políticos mundiais realizaram? Quais foram as mediadas e atitudes que eles tomaram para um mundo de paz e igualdade? O importante entrará para a história, pois fatos foram descobertos, alguns se estabeleceram e outros se diluíram.
O planeta está enfraquecido
do acreditar. Recorro a uma história dos céus para que a sua mensagem ilumine
as pessoas em tempo de Natal, momento em que todos nós estamos mais
susceptíveis ao sentimento de compaixão. Deixemos o lado cinzento do não
acreditar de lado e busquemos o lado otimista da vida, promovendo atitudes que
despontem realizações e mudanças positivas na vida de cada um de nós.
Conta a lenda que no céu
existiam várias estrelas, elas desejavam descer à Terra. Deus as chamou e
indagou: Por que vocês ainda querem habitar um planeta que está tão desgastado
de sentimentos nobres e com os valores tão invertidos?Ele já sabia a resposta,
mas ouviu-as listar as necessidades do planeta. As estrelas do amor, do perdão,
da caridade, da ética, da moral e da amizade desceram formando pontes de luz
para iluminar os homens na Terra. Rodearam bares, escolas, prostíbulos, casas familiares,
becos, ruas, avenidas...
Um dia resolveram voltar. Acreditando que
deixaram suas marcas nas pessoas que estavam abertas às mudanças. Deus olhou
para cada uma delas e sentiu falta da esperança. Perguntou, fingindo
ingenuidade: Qual estrela ficou na Terra? A estrela do amor logo respondeu:
Ficou a esperança. Decidimos, em assembleia, que ela é a estrela que a Terra
mais precisa.
Um ano finda e outro ano
desponta, que a esperança brilhe na razão e na emoção de cada povo num acordo
equilibrado com a paz.Que a igualdade e a verdadeira inclusão marquem todos os
territórios e que o homem possa, efetivamente, promover a
igualdade e viver em união, independentemente de raça, de credo, de sexo, de
cor. Feliz Ano Novo a todos nós!
Jacqueline Antunes,
pedagoga e professora.
Texto publicado no Jornal O tempo dos Inconfidentes - 19/12/2012
Texto publicado no Jornal O tempo dos Inconfidentes - 19/12/2012


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