quarta-feira, 18 de abril de 2012

Professor, eu quero literatura!


O dia 18 de abril foi instituído como o Dia Nacional da Literatura Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato, respeitável escritor brasileiro que nos diz: “um pais se faz com homens e livros”.
            Quando entro em uma livraria, o meu grande desejo é comprar muitos livros: clássicos e modernos como crônicas e poesias. A diversidade  de gêneros textuais distribuídos nas prateleiras nos estimulam a ter fome de literatura.
            Penso sempre que o professor brasileiro deveria ganhar o suficiente para garantir a aquisição de bons livros  e assim o exercício diário da leitura mas, infelizmente, livro no Brasil é um produto caro. O professor precisa manter a sua alma alimentada de literatura para então, lançar um olhar ao aluno, sujeito que está de olhos e poros abertos para acolher o conhecimento do mundo, ali, parado, àescuta do que o mestre tem a lhedizer.
É uma pena que nós, educadores, não ganhamos, suficientemente, para alimentar melhor  esse nosso desejo de literatura.
Desejo é essencial para a vida de qualquer homem. Este sentimento é expresso através do pensamento de Ítalo Calvino “Minha confiança no futuro da Literatura consiste em saber que há coisas que só a Literatura com seus meios específicos nos pode dar”.
Digamos que é preciso revigorar o trabalho com a leitura na escola, para despertar o desejo de ler nos alunos, sujeitos leitores da vida e dos livros, e isso significa que tudo tem sido trabalhado sobre a Literatura precisa fazer parte  da vida do professor.
 Ele deve ser alguém que participa ativamente do processo de incentivo à leitura e precisa ser um conhecedor da  Literatura, para desempenhar bem o seu papel de formador de leitores, alguém que lê para aprender e para ensinar. Só assim poderá intervir na formação de outros leitores.
 Refletindo com Leonardo Boff quando ele diz “a cada um lê com os olhos que tem e interpreta onde os pés pisam.Todo ponto de vista é a vista de um pontopara entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura [...]”. Concluímos que o leitor é um co-autor e ser leitor é desprender os pés do chão e viajar na essência de si mesmo, compartilhando seus ideais com aquelas palavras escritas que naquele instante é seu mundo.
Todos sabemos que a leitura só acontece de fato quando o leitor e autor trocam suas experiências no maravilhoso ato de ler.
A literatura promove este encontro - desejo com as palavras, união com as histórias e seus personagens que ali habitam.
            É muito bom ler e habitar este mundo inesperado. Melhor ainda é transpor esse tom para outros habitantes do universo: alunos, que estão na escola, ávidos para o conhecimento e que recebem muito bem a sensibilidade que uma das sétimas artes nos trás: A Literatura.
            É lógico que o mediador deste trabalho precisa ser um entusiasta assim como foi e é Monteiro Lobato pela Literatura.
                                                              Vamos lá, professor!

Jacqueline Antunes
Pedagoga e Professora da Rede Pública Estadual de Mariana

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