O dia 18
de abril foi instituído como o Dia Nacional da Literatura Infantil, em
homenagem a Monteiro Lobato, respeitável escritor brasileiro que nos diz: “um
pais se faz com homens e livros”.
Quando entro em uma livraria, o meu
grande desejo é comprar muitos livros: clássicos e modernos como crônicas
e poesias. A diversidade de gêneros textuais distribuídos nas prateleiras
nos estimulam a ter fome de literatura.
Penso sempre que o professor brasileiro deveria ganhar o
suficiente para garantir a aquisição de bons livros e assim o exercício
diário da leitura mas, infelizmente, livro no Brasil é um produto caro. O professor
precisa manter a sua alma alimentada de literatura para então, lançar um olhar
ao aluno, sujeito que está de olhos e poros abertos para acolher o conhecimento
do mundo, ali, parado, àescuta do que o mestre tem a lhedizer.
É uma pena que
nós, educadores, não ganhamos, suficientemente, para alimentar melhor
esse nosso desejo de literatura.
Desejo é
essencial para a vida de qualquer homem. Este sentimento é expresso através do
pensamento de Ítalo Calvino “Minha confiança no futuro da Literatura consiste
em saber que há coisas que só a Literatura com seus meios específicos nos pode
dar”.
Digamos que é
preciso revigorar o trabalho com a leitura na escola, para despertar o desejo
de ler nos alunos, sujeitos leitores da vida e dos livros, e isso significa que
tudo tem sido trabalhado sobre a Literatura precisa fazer parte da vida
do professor.
Ele deve
ser alguém que participa ativamente do processo de incentivo à leitura e
precisa ser um conhecedor da Literatura, para desempenhar bem o seu papel
de formador de leitores, alguém que lê para aprender e para ensinar. Só assim
poderá intervir na formação de outros leitores.
Refletindo com Leonardo Boff quando ele diz “a
cada um lê com os olhos que tem e interpreta onde os pés pisam.Todo ponto de
vista é a vista de um pontopara entender o que alguém lê, é necessário saber
como são seus olhos e qual a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma
releitura [...]”. Concluímos que o leitor é um co-autor e ser leitor é
desprender os pés do chão e viajar na essência de si mesmo,
compartilhando seus ideais com aquelas palavras escritas que naquele
instante é seu mundo.
Todos sabemos
que a leitura só acontece de fato quando o leitor e autor trocam suas
experiências no maravilhoso ato de ler.
A literatura
promove este encontro - desejo com as palavras, união com as histórias e seus personagens
que ali habitam.
É muito bom ler e habitar este mundo
inesperado. Melhor ainda é transpor esse tom para outros habitantes do
universo: alunos, que estão na escola, ávidos para o conhecimento e que recebem
muito bem a sensibilidade que uma das sétimas artes nos trás: A Literatura.
É lógico que o mediador deste trabalho
precisa ser um entusiasta assim como foi e é Monteiro Lobato pela Literatura.
Vamos lá, professor!
Jacqueline Antunes
Pedagoga e Professora da Rede Pública
Estadual de Mariana

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