terça-feira, 10 de dezembro de 2013

É NATAL...



Natal batendo à porta e eu e meu filho preparamos a Árvore. Ele, menino curioso com suas perguntas embaraçosas, questiona: _Mãe, se no Natal se comemora é o nascimento de Jesus porque quem ganha presente somos nós?
É um alivio ouvir essa reflexão em dias que a vida está priorizando demais o consumo e agora no Natal isso fica mais evidente.
E o comércio está com suas portas abertas. O consumidor, desesperado com tanto brilho, entra frenético nas lojas para as compras natalinas, comprando uma variedade de produtos com seu cartão crédito, grande facilitador das compras dos brasileiros, e assim, também de reforço, evapora o décimo terceiro salário; quando o brasileiro fica endividado.
E as contradições seguem a data Natalina: em um país tropical como o Brasil, as árvores artificiais compondo mais para um cenário europeu; o brasileiro consumindo produtos importados em um verão natalino enfeitado de neve.
Natal é uma celebração cristã que comemora o Nascimento de Cristo. Pelo que conta a história, tudo muito diferente do que vemos no comércio e na mídia nesses tempos. Jesus nasceu numa manjedoura, um ambiente rústico e simples, em meio à natureza, rodeado de animais... Comemorar fora das convenções que o capitalismo nos impõe pode livrar muita gente de infartos, câncer, A.V.C., nessa vida estressada que levamos na lógica do Capital.
A natureza nos brinda, a cada dia, com uma nova possibilidade; para que tenhamos chance de escrevermos uma nova história. Mesmo matando vários leões por dia, vivendo entre luzes e trevas, vale à pena escolher viver com qualidade. Viver a vida, que é o contrário da morte. A morte (existencial) é uma estratégia cômoda: o cara deita e pronto, morreu. Vida é função trabalhosa... Mas será que nesse palco da vida precisamos mesmo daquilo que “construímos” a partir do dinheiro, da imagem, para sermos felizes? Será isso viver de ilusões?  Ilusões, paga-se caro por elas. Já sonhos, não. Viver com sonhos é viver impulsionado a realizar projetos... Eu por exemplo, sonho com um país que tenha como porto seguro a Educação. Ela muda e desperta transformações substanciais: educação, lazer, cultura, segurança, saúde, pão para todos... E que sejamos simples nas ações de cada dia, vivendo com humildade. Sonhos sempre, mas com pés no chão.


Jacqueline Antunes
Professora e Pedagoga


Nenhum comentário: