Viajar através da leitura é uma experiência muito prazerosa. Gosto de ler, juntar as letras e saborear inúmeras histórias em diferentes cenários. Outra experiência fascinante é viajar para outros lugares, vivenciar essa mudança física e apreciar as novas sensações que ela desperta.
Revisitei, recentemente, o Rio de Janeiro. A cidade já é encantadora vista do avião no céu fluminense. Hospedar-me na cidade maravilhosa, sentar-me no banco ao lado da estátua de Carlos Drummond de Andrade, caminhar pela calçada de Copacabana, cenário de pura beleza, são momentos inesquecíveis.
Vinícius de Morais, onde mora? Sua história reside em Ipanema. Sento no calçadão e a cada morena que passa, eu assobio a música e cantarolo: “olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa(...)”. Suspiro como se o poetinha estivesse presente e lembro-me que Vinícius de Morais era mestre em escrever sobre a vida, o amor e a alma feminina.
Pego o metrô e vou em direção ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, considerado um dos mais belos prédios da cidade, um conjunto arquitetônico de grande valor cultural, artístico e histórico. Sigo pela Avenida Rio Branco, que abriga o Museu Nacional de Belas Artes, onde se encontra a maior coleção de arte brasileira do século XIX, além de apresentar obras que contemplam toda história das artes plásticas do Brasil.
Ando poucos passos e chego à Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela Unesco a sétima biblioteca nacional do mundo e a maior biblioteca da América Latina. A tarde surge, entro na Confeitaria Colombo, uma dose refinada de guloseimas, chás, cafés e quitutes.
Alimentada de corpo e alma, entro no Rio Scenarium- Pavilhão da Cultura, chope gelado, diversidade cultural; pessoas de todos os cantos do mundo encontram-se neste espaço eclético do samba, do choro, do forró, da MPB, da gafieira na noite carioca. Uma mistura de antiquário e casa de shows, instalada em um sobradão no centro histórico do Rio.
Amanhece um novo dia em Copacabana, realçam-se as cores, as formas, os jeitos. A arte na areia encanta-me, paro e converso com Xavier. Ele esculpe castelos e homenageia o Rio com flores brancas da paz, enquanto conta-me as histórias trágicas do Morro da Mangueira. Sorrio, pois reconheço a fé, a religiosidade cravada em seu peito na estampa de São Jorge.
Muitas são as histórias contadas nesse cenário cultural. Drummond que o diga! Ele costumava sentar-se no banco de Copacabana para apreciar o movimento e na mesa número quatro da Biblioteca Nacional para pesquisar a vasta literatura do seu acervo.
Rio de Janeiro a cada ponto uma arte, a cada monumento uma história. Fico estarrecida com a sua tradição e o seu glamour patrimonial e cultural. Sinto-me lisonjeada em homenagear a primeira cidade do mundo a ser condecorada pela Unesco com o título de Patrimônio Mundial como Paisagem Urbana. Cidade maravilhosa cantada por músicos e poetas. Que o Cristo Redentor continue com os braços abertos para abençoar a todos os brasileiros e o Rio de Janeiro pelo acolhimento e pelos seus encantos.
Jacqueline Antunes
Pedagoga e professora da
Rede Pública Estadual de



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