terça-feira, 19 de junho de 2012

QUADRILHA NO MEU CORAÇÃO


Meu vestido de chita 
Com detalhes de fitas
Subo o morro da cidadezinha
Chego ao adro da capelinha 
Tem muita luz
Canjica e quentão
Recebo um bilhete do pombo correio
Era você querendo me namorar
Fiquei vermelha de timidez
Quando você pegou na minha mão
Fomos dançar a dança das fitas
Enrolei numa fita vermelha
O amor aqueceu meu corpo inteiro.
Era você no meu canteiro.

Jacqueline Antunes

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CHEGA DE VIOLÊNCIA -LEIA UM LIVRO










Aconteceu, na noite de ontem, dia 17 de junho, o encontro dos poetas Aldravistas, Gabriel Bicalho, Andréia Donadon, J.S. Ferreira, J.B. Donadon Leal e da educadora Jacqueline Antunes (com seu filho Bernardo Antunes). O grupo distribui livros e exemplares do jornal Aldrava para jovens e freqüentadores da praça Gomes Freire. 








quinta-feira, 14 de junho de 2012

CIDADES IRMÃS


Escrevo hoje, caro leitor, sobre duas irmãs poderosas e vizinhas, que moram uma pertinho da outra. Elas são diferentes, cada qual com suas características singulares, mas trazem do berço a mesma fonte, uma história similar. Mariana e Ouro Preto nasceram da mesma causa, foram descobertas por bandeirantes, homens que vieram de terras longínquas para descobrir o ouro das Minas Gerais.
Descreverei cada uma delas, nesse curto espaço, em um pedaço medido de papel, o que é bem complicado, pois cada uma tem sua história, seus segredos, sua magia e como é de praxe em toda família, cada irmã segue o seu caminho.
 Mariana foi a primeira Vila, primeira Capital, primeira cidade projetada e sede do Bispado. A cidade é composta de um cenário requintado com construções do barroco mineiro rodeadas pelas montanhas que recortam a paisagem, onde a terra se aproxima do céu.
Tenho o costume de sair por Mariana, cidade onde eu vivo, com o olhar de turista, que se enche de encanto a cada canto da cidade.
Na Alfaiataria do Chiquinho, paro, ouço-o tocar com saxofone a minha música. Ele olha-me calado e toca a Ave Maria. Continuo a caminhada, passo pela Igreja da Sé e escuto o órgão ArpSchnitger. Saio, caminho pela Praça iluminada pelo clarão da lua e escuto os músicos, que tocam um samba. Retorno para casa alimentada de cultura.
Mariana é uma cidade singela, repleta de sacadas, de praças e de casarões. Pessoas de todos os cantos do mundo se encontram neste espaço e comungam a cultura, a arte e a diversidade deste ponto peculiar do país.
Ouro Preto, cidade onde nasci, é imponente, é um museu a céu aberto, um templo da cultura mineira cheio de riquezas construídas ao longo do tempo. A cidade é composta de ruelas estreitas, cantos nos pés de moleques, por onde passamos tem festa, brinde e música. A religiosidade é forte, os caminhos são estreitos nas ladeiras íngremes e a fé permeia todos os pontos.
Ouro Preto me remete aos sonhos não vividos. Lembro-me de Marília de Dirceu, na ponte, a esperar seu amado, Dirceu, nas madrugadas frias de junho. Quando eu passo pela Ponte de Antônio Dias, conhecida, também, por Ponte dos Suspiros ou Ponte da Marília, ouço as vozes da amada de Dirceu, que ainda suplica pelo amado. Na data que antecede o dia dos namorados, ficam mais profundos os clamores da musa.
Ouro Preto, berço da humanidade, repleta de cantos, lamentos, histórias bem e mal contadas, como a Inconfidência Mineira. A cidade recebe turistas, estudantes, que contemplam a vida, a arte e a cultura.Tudo é jazz, é samba, é arte barroca e arte mineira.
Deixo aqui, um pouco da vida e da história de cada irmã. Cidades recostadas que revivem o passado e vivem o presente, no recanto de Minas Gerais.
Apenas, pincelei um pouco da história das cidades de Ouro Preto e Mariana. Eu não me atrevo ir tão fundo na intimidade destas duas preciosidades. Minha mão não ousa continuar com este cochicho, finalizarei com algumas palavras de Guimarães Rosa:
“(...) Minas geratriz, a do ouro, que evoca e informa, e que lhe tinge o nome; a primeira a povoar-se e a ter nacional e universal presença, surgida dos arraiais de acampar dos bandeirantes e dos arruados de fixação do reinol, em capitania e província que, de golpe, no Setecentos, se proveu de gente vinda em multidão de todas as regiões vivas do país, mas que, por conta do ouro e dos diamantes, por prolongado tempo se ligou diretamente à Metrópole de além-mar, como que através de especial tubuladura, fluindo apartada do Brasil restante. [...]”Guimarães Rosa – Ai está Minas: a mineiridade.



Jaqueline Antunes
Pedagoga e professora da
 Rede Pública Estadual de
Mariana.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RELAÇÕES HUMANAS



O mês de junho desponta no horizonte, ameaçando trazer o inverno como a nova estação do ano. Fico tentando imaginar a palavra “frio” nas relações humanas e meus pensamentos me conduzem ao âmbito da educação.
A escola, com certeza, é uma instituição que mudou, muito pouco, desde o seu surgimento. A sua estrutura permanece, praticamente, a mesma no que diz respeito à arquitetura dos prédios, à organização das salas e à relação entre professor e aluno.
Vivemos na era da informação, lidamos com sujeitos que têm acesso às diversas tecnologias da informação e que estão conectados com o mundo, através das redes sociais. Os professores, na maioria das vezes, não estão preparados para lidar com o turbilhão de fatos, de notícias e de ideias que a meninada traz na bagagem.
Nós, profissionais da educação, precisamos trocar nossas lentes e atualizarmos a nossa visão de mundo. Devemos considerar todo o conhecimento que as crianças apresentam, precisarmos despertar os seus interesses para transmitirmos cultura, por exemplo, através da arte. A arte humaniza o homem, amplia o seu olhar, fazendo-o enxergar o mundo de uma forma crítica e singular.
A educação não é, apenas, papel da escola. Ela é papel da escola, sim, mas, também, é função da família e da sociedade, que devem unir suas forças para formar cidadãos. Um Brasil marcado por uma história vexaminosa, onde, as pessoas que estão no poder não trabalham em prol da democracia, de uma vida justa e digna para todos, não visam o bem comum.
Nossas mídias impõem o sistema capitalista, ditam os padrões de “beleza”, divulgam músicas banais, que denigrem os nossos valores e acabam perdendo sua função de bem informar, de difundir cultura e de educar; elas se preocupam apenas com o valor comercial das coisas.
Nesse ponto estratégico do meu discurso, lanço questões que finalizarão a minha composição. Será que nós, pais, estamos perturbados com a chegada frenética de informações e tecnologias, com "as novidades do século XXI” e por ser mais fácil educar, damos aos nossos filhos, por exemplo, o celular mais caro e mais moderno que aparece no mercado para tentarmos suprir a falta de uma relação mais próxima, mais afetiva.
Será mais fácil, suarmos a camisa no trabalho para suprirmos mais um desejo supérfluo dos nossos filhos, do que ensinarmos para eles preceitos que lhes valerão para toda a vida. Se comprarmos um novo equipamento tecnológico para nossos filhos, amanhã, ele já estará ultrapassado; mas, se compartilharmos o que aprendemos durante a nossa vivência, eles se tornarão pessoas mais bem preparadas para viver em sociedade. 
Espero que o frio do mês de junho traga o agasalho que aqueça as relações entre filhos e pais, entre alunos e professores, enfim, entre as pessoas que vivem em sociedade, para que todos partilhem, verdadeiramente, o pão da vida, como ingrediente básico para a paz e o respeito mútuo.

Jaqueline Antunes
Pedagoga e professora da
 Rede Pública Estadual de
Mariana.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

DIA NACIONAL DO DESAFIO - 31 DE MAIO

Eta desafio perigoso!
Esse de viver cada minuto
Viver que digo é viver...
De alma
Corpo e alma
Ficar nu
Deixar a vida te despir!
Sentir a nudez...
Ver toda sua roupa caída no chão 
Não fazer nada
Absolutamente
Nada.
O vento renova sua pele
Você sobrevive
As intempéries
Esse é desafio
Eta desafio!
Danado de bom.

Jacqueline Antunes

sexta-feira, 1 de junho de 2012

VIDA PASSADA A LIMPO


Folhas
Muitas folhas 
Voam no tapete
Uma fica
no meu colo.
Uma 
só uma
Lápis na mão
Passo a vida a limpo.
Silencio
O sono chegou,
venci
o inimigo invisível!
Posso dormir como passarinho.


Jacqueline Antunes


SEXTA-FEIRA





Sexta-feira!

Abro um vinho.

Tomo esse liquido vermelho.
Vermelha minha face.
A Cor vermelha do amor.
Meu amor pela literatura é grande!
Abro meu livro
Começo minha conversa
De Sexta-feira a noite!!!!!
Hum, Papo bom.
Dialogo de verdade!
Um jazz 
Madrugada adentro
Estou abastecida!
Nada me falta.
Adeus!