O último acontecimento que
causou indignação na população de Mariana deixou-me estarrecida. O “Pirulito”
que ocupava a parte central da Praça da Sé, um monumento que faz parte do
cenário histórico de Mariana, foi destruído por estudantes universitários, na
madrugada fria de sábado, dia 26 de maio.
Diante das manifestações e
opiniões públicas, o que ficou como ponto importante foi o mal-estar que assombra
a sociedade pós-moderna, causado pela violência. Violência entre crianças,
entre adolescentes e entre jovens que saem para extravasar e acabam
extrapolando; a violência que não fica acomodada dentro de si, ela transborda a
ponto de destruir tudo.
Acredito
que todo crime tem que ser punido, que existem injúrias que conseguiremos calar
e outras não e que silenciar diante de atos como a destruição do monumento da
Praça da Sé, é se tornar indiferente diante de fatos que interferem no bem-estar
da sociedade marianense. Estamos acostumamos a silenciar diante das vicissitudes,
mas estamos sempre prontos para apontar nomes, julgar e punir as pessoas, como
se pudéssemos combater violência com mais violência.
Acho que vale a pena repensarmos
e ficarmos perplexos diante de ações violentas como a depredação do monumento
da Praça da Sé, porém não temos o direito de punir ninguém, não temos o direito
de julgar ninguém, temos, sim, o direito de cobrar que a justiça seja cumprida
de forma justa por aqueles que representam a lei.
Jacqueline
Antunes
Pedagoga e
professora da
Rede Pública Estadual de
Mariana.

Nenhum comentário:
Postar um comentário